MEMORIAL
A Buick deixou-nos no início de 2007 menos de um ano depois de ter chegado de França, do gatil Far Away Frozen Lands. Deixou-nos misteriosamente, sem que tenhamos certeza das razões, a pouco mais de uma semana de ter a sua primeira ninhada. Deixou-nos sobretudo cheios de saudades, mas felizes por tudo o que nos deu durante o tempo em que quis estar connosco. Onde quer que ela esteja, talvez do lado de lá da ponte do arco-íris, sabemos que olha por nós, com a personalidade intensa e protectora com que se passeava pela casa. Agradecemos todas as mensagens de apoio que temos recebido nos últimos tempos. A ela também agradecemos por tudo, sabendo que estará para sempre entre nós.
Até sempre, Buick
[08-01-2006/21-02-2007] |
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May I go
May I go? May I go now?
Do you think the time is right
May I say goodbye to pain-filled days
and endless lonely nights?
I've lived my life and done my best
an example tried to be
So can I take that step beyond
and set my spirit free?
I didn't want to go at first
I fought with all my might
But something seems to draw me now
to a warm and lovely light
I want to go, I really do
it's difficult to stay
But I will try as best I can
to live just one more day
To give you time to care for me
and share your love and fears
I know you're sad and so afraid
because I see your tears
I'll not be far, I promise that
and hope you'll always know
that my spirit will be close to you
wherever you may go
Thank you so for loving me
You know I love you too
That's why it's hard to say goodbye
and end this life with you
So hold me now, just one more time
and let me hear you say
because you care so much for me
You let me go today
[poema enviado por Paulo e Graça, do gatil Central Cats, retirado do site do gatil Vennekrets]

The Rainbow Bridge
Just this side of heaven is a place called Rainbow Bridge.
When an animal dies that has been especially close to someone here, that pet goes to Rainbow Bridge. There are meadows and hills for all of our special friends so they can run and play together. There is plenty of food, water and sunshine, and our friends are warm and comfortable.
All the animals who had been ill and old are restored to health and vigor. Those who were hurt or maimed are made whole and strong again, just as we remember them in our dreams of days and times gone by. The animals are happy and content, except for one small thing; they each miss someone very special to them, who had to be left behind.
They all run and play together, but the day comes when one suddenly stops and looks into the distance. His bright eyes are intent. His eager body quivers. Suddenly he begins to run from the group, flying over the green grass, his legs carrying him faster and faster.
You have been spotted, and when you and your special friend finally meet, you cling together in joyous reunion, never to be parted again. The happy kisses rain upon your face; your hands again caress the beloved head, and you look once more into the trusting eyes of your pet, so long gone from your life but never absent from your heart.
Then you cross Rainbow Bridge together...
[poema enviado por Saskia, do gatil Sareks (Alemanha)]
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Au revoir, Buick
Olhos de sombra,
pequenos olhos que dançam
entre manchas incontornáveis de negro.
Faróis ameaçadores,
dois buracos no breu,
por onde chega a luz.
Através desses olhos,
pantera,
desses óculos para ver a verdade
que tu estendes até mim;
nesse abraço longo,
doce e sufocante,
eu posso chorar.
Como se uma lágrima a cair
pudesse tornar mais firme o reflexo,
como se uma lágrima a tornar-se lago
pudesse quebrar o feitiço,
como se eu pudesse nunca mais ser eu
e o mundo virasse do avesso
para te ter aqui.
Até sempre, Buick
[poema escrito por Luís Mateus]

Etosha [4-4-2008/15-04-2008]
É-se criador nos dias bons e nos dias maus. Nos dias bons, gostamos de partilhar a nossa alegria com todos os que nos visitam, fisica e virtualmente. Nos dias maus, queremos que se lembrem connosco que a vida nunca é ou será perfeita. Ajuda-nos também a ultrapassar o momento.
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Hoje, é um dia mau. Perdemos um dos nossos bebés, a Etosha. A caminho da sua terceira visita ao veterinário em quatro dias, ela respirou pela última vez na minha mão esquerda, encostada ao meu peito, enquanto conduzia só com a outra. Chegou lá sem vida, como temia. Tentei reanimá-la, massajando-lhe o coração, enquando acelerava, mas acho que já apenas em desespero.
A Etosha ficou com diarreia no fim da última semana e perdeu 10 gramas. Levei-a ao vet na sexta-feira e ele medicou a mãe, que andava com fezes menos sólidas e pensou vir daí a causa. Continuou a perder peso. De sábado para domingo fomos outra vez à clínica porque continuava com os mesmos sintomas. Foi finalmente medicada, mas um dos antibióticos demorava 48 horas a fazer efeito. O que aconteceu hoje. Ela já não tinha diarreia, mas estava demasiado fraca para resistir. Tenho a certeza de que se isto tivesse acontecido daqui por duas semanas ou se tivesse sido logo medicada muito provavelmente ainda estaria connosco. Mas diarreia com uma semana de vida é muito complicada de gerir. A causa? Um parasita, um mau estômago, o leite da mãe, pode ser tanta coisa... Ninguém sabe. O que é certo é que os antibióticos não fizeram efeito a tempo.
Não tivemos tempo para falar nisso, mas caso ela recuperasse muito provavelmente ficaria connosco. Estávamos já muito ligados a ela e seria difícil vê-la sair. Foram muitas as horas de sono, as preocupações, os telefonemas para os veterinários, o soro e o leite por seringa, o acordar de noite para ver se ela estava quente ou não. As pessoas que compram um gato não conhecem este lado escondido de um criador. Sabemos que o que aconteceu acontece a todos os criadores uma vez na vida, que temos de estar preparados para estas eventualidades, mas para nós é um dia muito triste.
Até sempre, Etosha!
[Luís, 15-4-2008]
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