Há casos raros de machos, a maior parte não-fertéis, mas 99 por cento das tartarugas são fêmeas. Isto porque o gene vermelho é transmitido no cromossoma relativo ao sexo e apenas no cromossoma X. Quando o macho gera um descendente do sexo masculino dá-lhe o cromossoma Y.
O gene vermelho tem dois alelos: O (vermelho) e o (não-vermelho). Uma fêmea tartaruga tem a combinação Oo, carregada em dois cromossomas X. Ao gerar um gatinho o macho deixa o campo relativo ao vermelho vazio: Yo (macho não vermelho) ou YO (macho vermelho).
Quando surgem machos tartaruga estamos geralmente perante um problema genético.
As tartarugas têm então preto e vermelho, aos quais podem juntar branco. Podem ser, mais uma vez, sólidas ou tabbies. Se lhes tiver sido transmitido a diluição e o gene inibidor podem ser, respectivamente, azuis e cremes, e silver ou smoke.
Portanto, uma tartaruga é uma fêmea que junta no seu fenótipo (aspecto visível) as cores preta e vermelha (ou azul e creme, se tiver diluição). Pode ter ou não ter branco. O nome deriva do diminutivo tortie (os alemães chamam torbie às tartarugas tabby), que por sua vez é retirado de tortoiseshell (carapaça de tartaruga). Em francês chamam-lhes écaille de tortue (escama de tartaruga).
Para que nasça uma fêmea vermelha é necessário que o pai e a mãe transmitam o vermelho (OO), ou seja, ter mãe tartaruga e pai vermelho ou serem os dois vermelhos.
Todos os vermelhos são tabbies, mesmo que tenham o gene non-agouti (sólido). Isto porque o vermelho, apesar da sua dominância, nunca cobre por completo o preto que todos os bosques têm. Mesmo que o seu código EMS diga que são sólidos é possível ver o padrão tabby na pelagem.